Mais um filho das ‘adaptações Marvel’ chega às telas sem muitas expectativas e não surpreende. Ghost Rider, um filme de 120 milhões de dólares consegue se destacar pela distância que mantém de todos os títulos semelhantes anteriores, em termos de qualidade, juntando-se à Elektra no hall das decepções.
O Motoqueiro Fantasma foi dirigido por Mark Steven Johnson, que imprimiu a seu terceiro filme, a estética propriamente dita de Demolidor, filme que também leva sua assinatura, com a diferença marcante de que, desta vez, a fotografia utilizou-se de camadas mais densas de luz, tornando o filme mais sombrio por sua proposta que por suas imagens e de que os efeitos visuais são um desastre à parte do filme.
O longa, conta a história de Johnny Blaze (Nicolas Cage), que torna-se o motoqueiro
como conseqüência por vender a sua alma ao diabo, para salvar seu pai de um câncer, que o usa para seus planos pessoais de dominação e manutenção de poder. Em sua investida, Blaze deve proteger sua amada Roxanne Simpson (Eva Mendes).
O ponto alto do filme é definitivamente o bom humor apresentado, com direito a risadas genuínas e cenas simples com poucos recursos de câmera envolvendo quedas ou ferimentos. O outro ponto alto do longa é sua curta duração, coerente, tendo em vista a pouca capacidade de tramas apresentadas pelo roteiro.
Para um filme de ação com heróis, o Motoqueiro Fantasma apresenta pouquíssima ação e menos heroísmo, com direito a furos de continuísmo e cenas de lutas pouco convencionais (não num bom sentido). Para fãs.
“Essa sua apresentação no dia do aniversário de morte do seu pai…”
“O que tem?”
“Eu não tenho certeza… O que você quer provar?”
“Que sou eu.”
“Que é você o que?”
“Que piloto.”
“E se não fosse você, quem seria?”
“Algo mais.”