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Em um ano em que continuidades parecem ser a solução para assegurar dinheiro em caixa dos estúdios, Piratas do Caribe 3 chega às telas de todo o mundo igualando-se a X-Men – O Confronto Final quanto à arrecadação no primeiro final de exibição (cerca de 140 milhões de dólares). O longa estreou no mesmo mês que outros terceiros capítulos aguardados: Homem-Aranha e Shrek, mas atingiu o topo do ranking de bilheterias.
Pirates Of The Caribbean: At World’s End traça histórias em demasia, possui elementos em demasia, personagens em demasia e excede a paciência ao projetar o desfecho da trilogia em quase três horas de exibição. Por certo, o terceiro capítulo da saga é superior ao seu antecessor, vencedor do Oscar de Efeitos Visuais, mas exagera tanto em tramas paralelas, e em dramas dispensáveis, que o filme acaba sem motivo de ser tão longo.
No fim do Mundo conta a história dos companheiros de Jack Sparrow (Johnny Depp) que vão, em busca do mesmo, no mundo dos semi-mortos, a aparição da deusa Calypso (Naomi Harris), a batalha final contra Davy Jones (Bill Nighy), a expansão de domínios de Lorde Backett (Tom Hollander) e sua campanha anti-pirataria, a eleição de Elizabeth (Keira Knightley) como ‘Rei’ da Confraria, a tentativa de retomar o casamento de Will e Elizabeth, a união dos heróis a Sao Feng (Chow Yun-Fat), a morte do Governador Swann (Johnathan Pryce) e… e… e… Quem é fã da série, ou conseguiu ser envolvido pelo clima que a trama oferece, pode até não cochilar…
Orçado em 200 milhões de dólares, Piratas do Caribe 3 oferece efeitos visuais arrojados, porém, menos ousados que o primeiro, uma vez que, dessa vez, as imagens são essencialmente diurnas, mas sempre escurecidas. O roteiro de Ted Elliot e Terry Rossio apresenta um conjunto mais conciso que o de seu adversário direto (Homem-Aranha), mas seus pecados não dão ao clímax do filme um caráter de trilogia que fica para a história, ainda que o investimento tenha sido tão alto. Em compensação, a direção de Gore Verbinski é perceptível e competente, o que atribui ao longa características mais profissionais e adultas.
Ainda assim, Piratas é direcionado para a geração ‘Pais-Filhos-Disney’ que acompanhavam seus desenhos, investindo pesado em um humor simples e banal, com direito a feições de animais de estimação e cenas de quedas ou pancadas em locais estratégicos. Com isso, o longa acaba perdendo o charme e o humor que caracterizavam a obra em seu primeiro episódio, ainda que continue agradável.
Os destaques da produção ficam com a edição de som e
maquiagem, que continuam com o belo trabalho que promove um brilho especial ao mundo dos Piratas, além da atuação múltipla e simultânea de Johnny Depp, que promete brigar mais uma vez pelo Oscar (dependendo apenas do mercado de 2007). O destaque do enredo, excedendo as cenas favoritas da audiência, está na cena que abre o longa, que realmente transmite toda a tensão e orgulho que correm nas veias dos dois ‘lados maiores’ da história, Companhia das Índias e Piratas, com direito a fortes sugestões de violência e um toque dramático que a validam.
Ponto positivo para a decisão de apelo maior à eternidade do que aos happy endings. Vale a pena ressaltar que trata-se do maior lançamento da Disney em terra brasileiras, onde o filme teve sua estréia em mais de 750 salas de exibição. Entretenimento certo para fãs, admiradores e todos que acompanharam a saga.
“Quem são vocês?”
“Somos a tripulação!”
“De quem?”
“De quem apresentar a melhor oferta…”
“Bem, eu tenho um barco…”
“Então você tem a melhor oferta!”
Setembro 27, 2007 at 2:07 pm
eu amo piratas no caribe eo meu filme preferido q eo o proximo lançamento
Março 11, 2008 at 11:38 am
eu achei qeu o filme tinha que ter o 4 o desfecho no final foi totalmente sem sintido.
Abril 18, 2008 at 7:19 pm
Esse filme e muito legal!!!!
Minha amiga Leticía ama muito!!!
Queroo que voces me mandem um recadinho que eu quero fala com o Jhoni !!!♥