CineCrtica - Regular            Em meio a belos investimentos da Disney como Ratatouille ou Encantada, o estúdio volta a investir no modelo medíocre, mas papa-bilheterias, de A Lenda do Tesouro Perdido e, mais uma vez, vê um desempenho mediano do resultado exibido nas telas.
Em O Livro dos Segredos, o novo Indiana Jones, Ben Gates (Nicolas Cage), é desafiado a provar a inocência de seu falecido bisavô, acusado de participar da conspiração que assassinou o presidente Lincoln. Ah, e claro, tem uma caça ao tesouro pouco relevante no meio da lendadotesouro2.jpghistória.
            Na seqüência do filme de 2004, Gates viaja ‘o mundo’ (entenda-se França e Inglaterra) atrás de pistas que o levariam à lendária ‘cidade do ouro’. Agora, além da inteligência sobre-humana enciclopédica dos personagens, eles também têm o poder de manipular pessoas de todas as formas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, compreensivo e gente boa! Assim, o filme continua sob o estigma de seguir a tendência ‘O Código da Vinci’ de fazer cinema, mesmo que o resultado seja tão inferior.
            Pouco funciona na obra, uma vez que os casos amorosos e problemas conjugais do protagonista e de seus pais passam quase pateticamente notados em toda a trama e o senso de perigo não é relevante até uma única ‘prova’ próximo ao clímax do filme. Nem as perseguições de carro instigam a audiência, deixando o ambiente propício para a salvação por meio da comédia, claro! Por isso, é Justin Bartha quem rouba a cena de Cage, com comentários non-sense a cada dois minutos de exibição, provocando as poucas interessantes risadas que A Lenda pode proporcionar. Para fãs.

“Você não é aquele caça tesouros?”
“Sou sim”
“Ben Gates?”
“Não, mas eu também descobri o Tesouro Templário…”
“Sério? E você tem uma Ferrari?”
“Tenho. Tenho sim…”
“É que estão rebocando ela…”