CineCrtica - Regular          Os Seis Signos da Luz é a prova viva de como uma boa idéia pode ser mal-executada (ou apressadamente executada) e resultar em uma obra aquém de seu potencial. The Seeker: The Dark Is Rising é baseado no romance homônimo de Susan Cooper e foi uma das apostas da Fox para o fim de ano (no caso do Brasil, para o mês de férias).
          Will Stanton (Alexander Ludwig) é um jovem comum, tímido, que se vê theseeker.jpgperseguido por estranhas criaturas após comprar um simples presente em um shopping. A partir daí, lhe é revelado que o presente representa um dos seis signos que guardam o poder da luz, desenvolvidos por seus antepassados, para enfrentar o ‘mal’ (escuridão). Para ter uma chance contra os perigos que estão por vir, desenvolver poderes e manobrar o tempo, Stanton deve reunir os signos em poucos dias, contanto com a ajuda de anciãos que auxiliam em sua busca.
          A idéia é boa e nada demais se espera das atuações apresentadas. Tecnicamente, o filme é interessante, com uma composição respeitável de efeitos visuais e, em especial, uma fotografia experimental prazerosa, com direito a planos inclinados e tomadas rentes ao chão, que transmitem com competência o clima de temor e perseguição pretendido, além da utilização quase simbólica da luz em diversos trechos, elevando o charme do conjunto. 
          O grande furo do filme está no próprio roteiro, que infantiliza ao máximo as ações do protagonista e investe nos perigo e desafio ‘rápido e fácil’, sem causar impacto real na audiência ou mesmo gerar a velha tensão do “será que ele consegue” no público que o acompanha, de forma a agradar as crianças presente pela idéia “eu conseguiria fazer igual”, mas causando certa sonolência nos adultos menos compreensivos. Recomendado para crianças.

“Como vocês esperam que eu salve o mundo se eu nem sei como falar com uma garota?”

CineCrtica - Regular          Em Alien vs. Predador 2 desmistificamos desde o primeiro momento o singular apresentado no título, uma vez que existem dezenas de Aliens, alguns Predadores e, logo de cara, um Predalien (Não, não é brincadeira). Para os fãs do gênero apresentado, o filme vem sendo aguardado há meses, para os demais, ignorar seu lançamento é mais cômodo e, claro, econômico.
          Depois de diversos filmes Alien e o Predador de Schwarzenegger, o encontro ‘quebra-pau’ apelativo Alien vs Predador colocava de frente os dois ícones extraterrestres de relativo sucesso na ficção científica cara a cara e arrecadaria quase 170 milhões de dólares no mundo, tendo custado 45. Por regra, todo filme com baixo grau de intelectualidade e litros excessivos de sangue que faz sucesso, deve ser retomado. Nesse caso, a regra se mantém.
          Não existe muito o que se contar avp2.jpgsobre o filme, uma nave cai na Terra, no pequeno condado de Gunnison, seguida de perto por um ‘Predador’, disposto a exterminar os aliens nela contidos. Se reproduzindo à velocidade do som, os aliens começam a matança na cidade, sem poupar mulheres e crianças e cabe ao Predador mata-los, além de qualquer humano que apareça no caminho.
          Não é necessário tratar da estética plástica disfarçada de tecnologia apresentada no filme, e as atuações são irrelevantes, dado que a ‘estrela’ é o Predador e, este, não fala uma palavra, apesar de matar como ninguém. As subtramas são tão ‘sub’ que passam despercebidas ou são intencionalmente ignoradas, tanto que diversos personagens não chegam a ter sobrenomes apresentados. A direção dos irmãos Strause não é suficiente para conter o baixo nível do roteirista Shane Salerno e o clímax é tão simplificado, que parece seguir conselhos de expectadores impacientes do gênero “basta jogar uma bomba, que resolve”.
          No fim das contas, pouco importa que o filme receba, bem como seu antecessor, péssimas críticas ou que reforce o estigma contra as ficções científicas, os fãs fazem dele um relativo (e discutível) sucesso, em especial no Brasil, que ocupou a vice-liderança das bilheterias. O filme estreou no dia do Natal nos Estados Unidos, mas o ‘presente’ não foi tão bem recebido como por aqui, ainda que (para alguns, infelizmente) isso não indique que a franquia estará (finalmente) encerrada.

“Roaaaar”
“Roaaaar”
“…”
“Soc – Tum – Pow”
“Roaaaar”

Nota da Redação: Foi inevitável!

Se discorda, diz por que… 

CineCrôica - Regular       Mais um filme sob a temática da relação entre a política externa americana e a ética do trabalho, Rendition complementa os ideais apresentados por Leões e Cordeiros ou o Reino em 2007. Com uma história simples e não linear, Gavin Hood consegue apresentar o drama psicológico de perseguidor e perseguido em um único plano, evidenciando suas dúvidas e dores à medida em que a trama se desenvolve.
       Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally) está voltando aos Estados Unidos quando, já no aeroporto, é raptado por forças da Inteligência Americana que procuram descobrir informações sobre um atentado terrorista que matou um dos agentes da CIA, além de outros 17 civis. Encarregado desse tipo de interrogatório pela primeira vez, Douglas Freeman (Jake Gyllenhall) é atormentado pelos métodos nada humanitários que são aplicados para descobrir dados de El Ibrahimi, rendition.jpgenquanto, nos Estados Unidos Isabella Fields El-Ibrahimi (Reese Witherspoon), grávida e desesperada, tenta descobrir o paradeiro de seu marido, desaparecido há dias.
       Nada de muito palpável acontece durante os 122 minutos de exibição de O Suspeito, com exceção das aventuras de um jovem casal que vão de encontro aos costumes de sua terra natal islâmica para ficarem juntos e servem como elo entre todas as tramas paralelas que se desenvolvem na trama. Fora isso, a busca, por sua esposa, e o interrogatório de El-Ibrahimi não traz grandes cenas complexas, mas apostam alto no valor político intrínseco desse tipo de obra, questionando constantemente o conformismo dos americanos quanto às práticas de seu governo ao mesmo tempo em que enfraquece a postura rígida das autoridades da Inteligência.
       O roteiro bem marcado de Kelley Sane apresenta um ritmo desacelerado, mas cheio de emoções flutuantes que atingem ápices em pequenos momentos dramáticos, amplificados pelos grandes coadjuvantes apresentados, em especial, Meryl Streep como a mão-de-ferro Corinne Whitman, impassível diante de lágrimas ou intimidações. A fotografia sóbria e centralizada e a trilha sonora discreta complementam o contexto de medo e incertezas, próprio de uma sociedade vulnerável após eventos como o 11 de setembro, o que valoriza as intenções e resultados da obra em questão.
       Assim como semelhantes, O Suspeito não é voltado ao entretenimento mas à proposta de questionamentos críticos de uma audiência mediamente esclarecida, mas inteiramente interessada em descobrir as malícias presentes entre os atuais jogos de poder, resultantes da face material contra o básico sentimento de segurança.

“Por favor, não me dê as costas! Senhora Whitman, vocês têm o meu marido… Por favor, só me diga onde ele está. Só me diga que ele está bem!”

CineCrtica - Regularnannydiaries.jpg       A velha piada que imagina psicólogos, economistas, professores ou historiadores em profissões tidas como ‘inferiores’ é explorada de forma indireta em The Nanny Diaries. A antropóloga Annie Braddock (Scarlett Johansson), sem perspectivas profissionais, começa a trabalhar como babá para uma rica família do Upper East Side, em Nova York. Na empreitada, briga com sua mãe, conhece um universitário por quem se apaixona e enfrenta a pressão de seus novos patrões, mais preocupados com roupas e festas do que com o próprio filho.
       O filme de Shari Springer Berman e Robert Pulcine, roteiro e direção, parece ter sido produzido diretamente para o segundo escalão do cinema, mesmo utilizando rostos carimbados em Hollywood (seja por talento, seja por impressões sexualizadas) como Johansson ou Chris Evans. Em outras palavras, o resultado é basicamente uma tentativa não muito feliz de imitar o estilo Woody Allen de fazer cinema, culminando em um típico produto de ‘Sessão da Tarde’.
       Por outro lado, isso não quer dizer que o filme seja uma completa perda de tempo, uma vez que o constante apelo ao ridículo e ao clichê proporciona boas risadas (já conhecidas, mas boas) e o público jovem não se incomoda em ver o belo casal de mocinhos namorarem na tela, sob o típico rótulo de conto de fadas. Entretenimento duvidoso, para fãs do gênero.

“E ele é herbívoro.”

“O que é isso?”

“É vegetariano. Como sua mãe.”

“E aquele?”

“Aquele é o Tiranossauro Rex”

“E ele parece com a minha mãe, também? 

CineCrôica - Regular       Apenas um gênero, e subgênero, ameaça a superioridade dos grandes blockbusters nas bilheterias nacionais: A comédia. Quando são inseridas altas doses de romance em meio à história e vários quilos de açúcar, então, nem se fala. Sendo assim, a estréia de P.S. Eu Te Amo ter conquistado o Top 5 nacional não impressiona. Por outro lado, a história de Richard LaGravenese parece comover multidões, em especial femininas, pelo país.
       Holly (Hillary Swank) e Gerry Kennedy (Gerard Butler) são um casal apaixonado que se amam entre discussões e expectativas frustradas, até que, acometido por um câncer no cérebro, Gerry morre, deixando para trás amigos e familiares. No dia do aniversário de Holly, três semanas após o enterro de Gerry, ela recebe uma carta dizendo tudo o que ela deveria fazer e prometendo que durante o ano, mais cartas chegariam das formas mais inusitadas que ela imaginasse, com o intuito de faze-la viver, sempre assinando ao fim: “Gerry, Ps. Eu Te Amo”.ps.jpg
       Diversos meses passam, várias cartas são recebidas e um amor inimaginável se mostra em tela com altas doses açucaradas. Para quebrar o clima fatalista que se apresenta o tempo inteiro, Lisa Kudrow se apresenta como coadjuvante principal, responsável pela maior parte dos sorrisos da sessão, com a personagem Denise Hennessey, semelhança nada coincidente com a Phoebe de Friends.
       Com tomadas que apelam para a sempre rica ambientação de cenários, muitos naturais, a fotografia do filme flui, bem como a trilha sonora que acerta a mão no embalo de cada momento, discreta e delicadamente. Apesar disso, a ingenuidade proposta por Swank é inversamente tão funcional quanto a simpatia de Butler nos papéis propostos, fazendo com que a protagonista sofra de síndrome de novelas italianas da Globo, cansado o público.
       A estrutura reincidente de apelo aos flashbacks palpáveis, que interagem com a imaginação de Holly não funciona, fazendo com que muitos minutos sejam desperdiçados em lamentações e lembranças que apenas reafirmam o óbvio: saudades. Além disso, as demonstrações de um passado não tão distante e de um primeiro beijo cômico não condizem com o espírito da obra, ainda que sejam bem vindos para o riso generalizado do público. No entanto, a bela história arranca lágrimas de diversos presentes, mais pela intangibilidade de um amor tão transcendental quanto o que é apresentado do que pelo envolvimento com as atuações oferecidas, e se o filme não agrada cinematograficamente, emociona por brincar com as expectativas de seu público-alvo, com uma bela e semi-impossível história, e o resultado é semelhante em qualquer sessão do País. Vale a pena conferir.

“Você é solteiro?”
“Sou”
“Gay?”
“Sou”
“Ah… Com licença”
“…”
“Você é solteiro?”
“Sou”
“Gay?”
“Não!”
“Trabalha?”
“Não.”
“… Tchau!”

Discorda? Chorou? Gostou? Então conta aqui! 

CineCrôica Recomenda       No título original da trama percebemos a idéia ‘coisas que perdemos no incêndio’, em referência a uma das passagens do passado da protagonista Audrey Burke (Halle Berry). Na tradução nacional, Coisas Que Perdemos No Caminho opta por uma visão mais contemplativa da relação fatos-dores-arrependimentos, sem se prender em um evento específico da trama. A idéia não é descartável, mas por certo não sugere o ponto máximo da simbologia crua utilizada pela diretora Susanne Bier e representado pelo titulo original.
       Audrey Burke é uma dona de casa comum, esposa de um rico arquiteto que investiu o suficiente para não mais precisar se preocupar com dinheiro, e leva a vida junto a seus dois filhos sem grandes preocupações além do melhor amigo de seu marido, Jerry Sunborne (Benicio Del Toro), advogado fracassado e viciado em heroína. As coisas começam a tomar novo caminho quando seu marido é assassinado e, no pesar de suas lamentações, Audrey thingswelostinthefireposter.jpgdecide continuar o ideal de seu companheiro: ‘salvar Sunborne’. O que se desenvolve daí para frente é basicamente um jogo de redenções e simpatias que servem de pés para a ‘família’ envolta pela tragédia.
       O roteiro de Allan Loeb não traz muitas inovações no modelo dramático clássico de queda-recuperação ou reviravoltas na trama, mas a direção de Bier aplica ao contexto apresentado um nível de detalhamento e simbologias, característico de sua visão, que imprime autenticidade ao projeto, amplificado ainda pelas belíssimas atuações de Berry e Del Toro. Reações na pele, olhos em grandes closes, jogos de câmera na escuridão e mãos com pêlos e veias ao destaque fazem do filme uma poesia lenta e compassada, que pretende prender, sempre aos poucos, a respiração da audiência sem grandes riscos de sonolência.
       Talvez o grande momento do filme seja próximo ao seu desfecho, quando uma ex-viciada participa de um jantar com a família Burke e começa a fazer perguntas desconcertantes sobre o falecido. Recebidas inicialmente como inconveniências, as questões servem mais para fechar feridas abertas do que expo-las, e levam ao momento crucial do filme, que prega o controle da própria vida e o desapego às coisas matérias: Audrey Burke, sempre recriminada por seu marido por se preocupar demais com seus pertences que estavam na garagem de sua casa quando, esta, sofreu um incêndio, encontra uma empoeirada lista, com a caligrafia do finado, relacionando um lista de todas as coisas que perderam para o fogo. O momento reforça mais a idéia da futilidade da matéria do que a simples tentativa de inventário e causa dor à medida que apresenta a velha máxima que deveríamos sempre aproveitar cada momento com as pessoas que estão ao nosso lado como se fosse o último, deixando de lado preocupações secundárias.
       A competência dramática de cada pequeno momento faz do filme uma opção menos açucarada que filmes como P.S. Eu Te Amo, mas com uma abordagem ainda mais interessante.

“Ele sempre dizia ‘Estamos bem’, isso são coisas materiais… ‘Estamos bem’… E eu não o ouvia”

CineCrôica Recomenda       Seis milhões de reais é um orçamento ínfimo no cinema hollywoodiano e geralmente resulta em obras de gosto duvidoso. Em terras brasileiras, a mesma quantia é suficiente para fazer uma grande obra, com um elenco de peso e sets de filmagens internacionais! A diferença exorbitante de destreza com pouco capital proporciona um não tão grande distanciamento qualitativo de um filme que facilmente representa a nova forma de fazer cinema no Brasil e é um dos primeiro produtos ‘tipo exportação’ de 2008.
       Em Meu Nome Não é Johnny, Mauro Lima dirige de forma a conduzir os focos e fatos sem castrar a liberdade expressiva de seus autores, sem apelar para o marketing da pornografia e fonia em abundância que tanto marcou o cinema nacional nas décadas passadas. Ainda assim, existe o apelo à recorrente temática das drogas (e seus efeitos, em geral, ‘comediatizados’) e abuso dos estereótipos de meu-nome-nao-e-johnny.jpgestilos e sons de uma sociedade jovem, com direito a gírias e entonações que, em certos momentos beiram o patético.
       João Estrella (Selton Mello) é um jovem de classe média que experimenta maconha ainda muito cedo e começa a encontrar no tráfico uma maneira de ganhar dinheiro fácil. Em uma de suas festas, regadas a álcool e cocaína, conhece Sofia (Cléo Pires), por quem se apaixona e casa. João começa a ampliar seus negócios com amigos e amigos de amigos, sempre partindo para novos clientes, até conhecer se envolver no tráfico internacional, com direito a 6kg de cocaína sendo transportados para a Europa sob paletós e negócios de milhões de reais.
       Em uma investida da polícia, João Estrella é preso e passa a responder por diversos crimes em juízo, avaliado de perto por uma juíza na mais clássica ‘linha-dura’ interpretada por Cássia Kiss. A trajetória do protagonista é permeada por coadjuvantes fracos, com exceção de alguns destaques que chegam a ofuscar o carisma de Selton Mello, como Eva Tudor, como uma traficante sexagenária, e alguns dos presos que o mesmo encontra na cadeia, que garantem boa parte das risadas relevantes do filme.
       Meu Nome Não É Johnny é baseado em eventos reais. Hoje, o verdadeiro João Estrella é cantor e compositor, vivendo em liberdade, talvez por isso a preocupação de Mauro Lima em representá-lo como um cara legal e simpático, sempre com uma tirada nova, provocando meios sorrisos. O grande problema da opção não seria o de contar sua história a partir do prisma de quem o personagem se tornou, mas ignorar uma realidade mais crua e violenta pela qual ele pode ter passado em seu passado negro.
Não há como antipatizar com um protagonista sempre engraçadinho e carinhoso. A audiência passa a torcer pelo traficante. Ainda que o diretor não fosse obrigado a ‘pintar o quadro’ de forma socialmente responsável, as nuances psicológicas de João Estrella apenas derrubam sua mácula quando, este, comete seus excessos de consumo de drogas ou de gastos. Por outro lado, sua esposa, que o trai enquanto cumpre pena, é marcada pelo estigma da mulher fútil e vadia desde o primeiro momento, em clara demonstração de uso de um único prisma narrativo.
       Apesar de suas falhas, o filme interessa pelo conteúdo de sua história e por seu belo trabalho técnico em roteiro e edição. A bela história é contada de um belo jeito, assim, o resultado não poderia ter um destino desagradável. O apelo bem-vindo à comicidade quebra momentos de tensão que possam se apresentar e o sarcasmo inteligente de João Estrella cativa o público desde os primeiros momentos de exibição, garantindo um bom entretenimento.

“Só tenho uma pergunta ao réu… O senhor trabalha?”
“…”
“Responda a pergunta. O senhor trabalha?”
“Não, senhora.”
“Então como você explica o apartamento próprio, automóvel, viagens à Europa?”

Assistiu? O que achou? 

CineCrtica Recomenda       Os esquilos cantores do imaginário de Ross Bagdasarian que conquistaram os Estados Unidos na década de 60 voltam com a força pop da música contemporânea unida diretamente à animação que os atribuem ‘realidade’. Alvin e os Esquilos é um projeto audacioso da Fox Film que investe pesado na comédia simples e na musicalidade para atrair grandes público, em especial, crianças.
       A obra de Tom Hill não é necessariamente traduzida em bilheterias, umalvin.jpga vez que boa parte do marketing que envolveu a concepção do filme foi ‘idiotizado’ e infantilizado, de forma a conferir-lhe um teor meio trash que não corresponde à realidade apresentada nas salas de exibição de todo o país. A história é supostamente estrelada por Jason Lee, no papel de David Seville, mas na realidade são as próprias animações que se apresentam e se mostram a  todo o tempo, transformando o protagonista da história em um coadjuvante bobo.
       Sob a assinatura de Tom Vitti, o roteiro apresenta a idéia de três irmãos esquilos que são transportados em uma árvore de natal natural para um grande prédio e ‘pegam carona’ com um fracassado compositor prestes a desistir de sua carreira. Obviamente, os esquilos fazem amizade com o mesmo, tendo arruinado sua casa, claro, e (!) o ajudam quando demonstram saber cantar, dançar, sapatear, interpretar e coreografar! A partir daí, o clássico “sucesso meteórico + distância do amigo + empresário ardiloso + reconciliação no final = entretenimento certo”. Ainda que aposte no clichê, Alvin e os Esquilos conseguem cativar a audiência, de forma a simplesmente encantar com o modo de contar a história, ainda que, esta, já seja conhecida.
       Com efeitos especiais interessantes, especialmente em cenas de contra-luz ou escuridão, o filme convence, especialmente pela atuação de todos os presentes em tela em contracenar com ‘seres invisíveis’ e darem conta do recado quanto ao posicionamento de olhares e mãos. O resultado é demonstrado na aceitação do público, que colocaram o filme na semana de estréia em #2 e #3 nos Estados Unidos e no Brasil, respectivamente.

“Que bom que você cresceu. Mudou. Fico muito feliz. Posso ver que as coisas serão diferentes agora.”
“Serão sim.”
“Mas me diga o que anda ocupando sua cabeça… O que está havendo?”
“Você não vai acreditar, mas…”
“…”
“…”
“Esquilos? Você não mudou nada! Continua…”
“Espera! Não, volta aqui! É verdade e…”

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