SUPERPRODUÇÃO ESTILO HOLLYWOODIANA?

       Uma garotinha e um monstro. E mais uma vez contemplamos belas imagens que nos arrebata…

       E o que dizer do filme “mais assistido” da Coréia do Sul? Algo superior ao que Hollywood faria com uma quantidade a mais de dinheiro, “O Hospedeiro” é mais um dos filmes do “gênero-monstro” que aporta nos cinemas brasileiros e que faz sucesso com a imagem de uma criancinha à espreita de um monstro. Sucesso? Fez muito sucesso em seu país de origem… Fala-se em sessões lotadas. Após assistir ao filme vem a pergunta: será que foi só marketing?. Agora, O Hospedeiro vem se alastrando pelos cinemas de todo o mundo e (dizem…) conquistando as bilheterias… Digo, o público. Parece que além de ter sido o mais caro, foi o não menos proveitoso sob o ponto de vista do roteiro (que ousadia…) Visualmente, o filme simplesmente se supera. A Coréia do Sul não decepcionou o diretor Bong Joo-Ho. Este deve ter ficado muito satisfeito com a grande recepção que seu filme obteve no país de origem.

       Só para constar: dizem que este é o filme mais caro que a Coréia do Sulhospedeiro-image.jpg produziu… Tudo bem, uma coisa temos que admitir: a produção é excelente. Choi Yong-Bae é o responsável… Pode-se reclamar de tudo. Bobagem coreana… Que não é um filme que condiz com todo o alarde que andam fazendo e com as sessões lotadas que andam dizendo… e… e… Há que se concordar que o filme se compara a uma super-produção Hollywoodiana (ou mais que isso…) e que os atores são muito bons. As interpretações são excelentes, apesar dos diálogos serem pouco consistentes… Há também que se concordar que a montagem é muito boa (Kim Sun-Min). O figurino no mesmo patamar que a proposta exigia (Cho Sang-Kyung, é o responsável). E mais e mais… É só estar disposto a sair de casa e ver uma sessão trash. Uma daquelas sessões que você reclama mas, no fim, se diverte. Assim é “The Host”.

       Além disso, há tempos que não aparece um filme como esse… Foi-se o tempo dos Godzillas da vida… E é um filme que difere também dos outros de “gênero-monstro” porque não tem a seriedade que está-se acostumado na resolução de uma questão de difícil compreensão. Afinal, porque o monstro não matou logo Hyun-Seo? Porque ele a escondeu no esgoto? Onde fica o esgoto? Como resgatá-la? Apesar de todo o sofrimento da família Park e do que essa situação exigia, os diálogos e as interpretações não são condizentes com tal momento. É um caso de muito bom humor… E que humor…

       Tudo começa com o formaldeído. Uma grande quantidade dessa substância é jogada no Rio Han… Após um tempo, aparece um monstro. Ele veio do Rio Han. Uma mutação? Teria o formaldeído sido responsável pelo desenvolvimento dessa criatura? É… ainda com conteúdo crítico…

       Esse monstro sai do Rio Han e assusta a população de uma das cidades da Coréia do Sul. Muitas pessoas são vitimadas. O governo não sabe como combater a criatura. A filha de Kang-du ( Song Kang-ho) é seqüestrada. Ao ver Hyun-Seo (Ko Ah-Sung) sendo levada pelo monstro, o pai se desespera. Como salvar a filha se as autoridades impedem a ação dele (ou da família Park)… (?) Paras as autoridades, a menina já estava morta… Suspeito de ter contraído um suposto vírus -após ter tido o contato com o sangue da criatura – Kang-du fica sob guarda dos médicos da Coréia do Sul e não é permitido seu contato com outras pessoas. Mas após receber um telefonema da sua filha (telefonema?), Kang-du tem a certeza de que a menina está viva e quer salvá-la do monstro… Mas como? A família arma uma fuga e vai à procura da garota… A partir daí começa todo o processo de busca. E todas as tentativas de convencimento das autoridades, pela família, de que a pequena Hyun-Seo está viva… Mas nada… Como salvar Hyun-Seo?

       Duas horas de uma boa qualidade técnica e de efeitos visuais, além de uma produção bem conceituada. Isso mesmo… Afinal, é um filme campeão de bilheterias na Coréia do Sul e vem conquistando público em todo o mundo. Continua… ?

 

Sempre diziam que um animal que mata um ser humano deve ter seu membro decepado por um humano…”