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A HISTÓRIA SECRETA DOS ROLLING STONES         

cultlogo.jpg          Afinal, o que há por trás da morte de Brian Jones? Até hoje não se sabe a real história daquele 02 de Julho de 1969 que resultou na morte do co-fundador e guitarrista dos Rolling Stones. O laudo atesta que a morte foi acidental. Causa? Excesso de álcool e drogas no organismo. Mas há quem acredite que essa versão não procede com o acontecimento daquele dia. Estes estão convencidos de que Jones foi assassinado. Afogamento?

          Estreando como diretor de longa-metragem, Wooley ensaiou bastante a forma de abordagem e a conotação que pretendia dar ao filme. Após uma longa pesquisa sobre o fato em questão, o diretor lança “A História Secreta dos Rolling Stones”.

         Sem pretensões. Assim é como o filme sobre Brian Jones chega às telas. Num misto de arte e ócio, “Stoned” apresenta um personagem problemático e com grandes conflitos que atormentam a sua vida, interfere em sua arte e o leva para a decadência. O músico talentoso dos anos sessenta se perde em meio a crises existenciais. Versátil, Brian tocava vários instrumentos, mas notabilizou-se como guitarrista dos Stones. Com fama e sucesso, o músico sucumbe ao uso desregrado de drogas.

           Vivendo como um verdadeiro deus, Jones não suportava a solidão de sua mansão em Londres. O músico tinha uma grande necessidade de companhia. Alguém que além de servi-lo, ouvisse seus delírios escapistas. Sedutor, jovem e rebelde. Brian poderia ser classificado como a busca do não-tédio. Mas essa busca só o levava para o caminho inverso.Mergulhado no tédio, Jones arriscava-se a experimentar de tudo. Drogas e sexo sem precedentes o levam cada vez mais ao fundo do poço.

           Gastos exorbitantes e uma necessidade incontida de esbanjar a sua fortuna. Assim é que Jones decide reformar a sua mansão. Após a contratação do empreiteiro Frank Thorogood (Paddy Considine, que esteve em “Meu Amor de Verão”), Jones apega-se à sua companhia. Então, passa a compartilhar as suas paranóias com o homem simples e responsável pela reforma da sua propriedade. Aos poucos, essa relação vai tornando-se destrutiva. Admiração e apatia. Confiança e covardia. Atração, sexo e rock and roll. Nada de genialidades, mas as cenas são instigantes.

          Após uma série de conflitos com Anita Pallenberg (Monet Mazur), sua amante, e com o seu empreiteiro (Frank), Jones (Leo Gregory) é encontrado morto no fundo da sua piscina. O filme não foca o envolvimento de Brian com a banda, e sim os aspectos degradantes de sua vida. Os seus conflitos e as suas ações violentas e sua demissão da banda. São apenas relatos baseados em pesquisas e análises de relatórios sobre a sua morte. A verdade? Bem, não se sabe…