CineCrôica - Regular          A aparente criatividade dos roteiristas da safra de Shrek em criar, por exemplo, os filhos do Burro (Eddie Murphy) com um dragão de forma a legitimar o romance dos dois não parece se repetir no conjunto da obra que marca o terceiro capítulo da série. Grande aposta do ano da Dreamworks, Shrek Terceiro gera boas (e poucas) risadas mas não convence, sendo, de longe, o longa mais problemático dos três que tratam sobre o Ogro mais querido do mundo.

          Dessa vez, o Príncipe Encantado quer tomar o reinado, ainda sem sucessor, de Tão Tão Distante, uma vez Shrek Terceiroque o Rei Sapo faleceu. Para isso, convoca todos os vilões de histórias em quadrinhos para atacar o reino e destruir seus oponentes, contando, ainda, com a ajuda de uma das ‘damas’ encantadas. Enquanto isso, Shrek (Mike Myers) buscar um herdeiro legal para tomar o seu lugar no trono.

          Tecnicamente, o longa mantém sua qualidade já consagrada e apresenta um belo trabalho visual. No roteiro, no entanto, podemos ver uma intensa repetição de piadas já batidas, incluindo animais que cantam, e tentativas fracassadas de sátiras durante a exibição. Além disso, é perceptível o acréscimo de referências sexuais, incluindo homossexuais, do humor apresentado, direcionando ainda mais o foco publicitários para os adultos, enquanto as crianças ficam a contemplar apenas os bonitinhos filhos do Burro.

          Um maior espaço foi cedido ao Gato de Botas, enquanto o papel de Fiona (Cameron Diaz) foi reduzido a alguns pontapés e um pouco de drama quanto a sua gravidez. Enquanto o marketing que envolve toda a produção do terceiro capítulo de Shrek acerta a mão em divulgação pelo mundo afora, os roteiristas Jeffrey Price, Peter S. Seaman e Jon Zack decepcionam todos aqueles que esperam ver o melhor capítulo da série diante de seus olhos. Para fãs e aqueles que não preferirem manter boas recordações dos capítulos anteriores. 

“Mas Fiona, para que bebês? Bebês gritam e choram, e fazem cocô e choram, e choram porque fizeram cocô e depois choram de novo! Agora imagine um bebê ogro! Acredite, seremos só nós dois mesmo!”