recomendado.jpg           Que as animações vieram para ficar, todos já sabem. Apesar da atenção que toda animação recebe, em especial do público infantil, muitas apostas fracassam e diversos personagens são condenados ao esquecimento. Meses atrás, Por Água Abaixo trouxe um rato pouco carismático em uma saga simplória e não agradou a muitos. Agora, com Ratatouille, a Disney lança um rato carismático, inteligente e inconstante como todo bom personagem.

          Remy é um roedor que se separa por acidente de sua família após insistir em ter contato com a cozinha da fazenda em que vive, onde aprendeu a ler e se comunicar. Limpo e talentoso, o rato inicia sua jornada gastronômica no que era um dos maiores restaurantes de Paris, impulsionado pelo fantasma do antigo dono do lugar, o chef Gusteau.

          Na empreitada decide ajudar um amigo humano, Linguini, semratatouille.jpg talento algum para culinária e utilizá-lo como fantoche para, juntos, revolucionarem a gastronomia francesa! Aos poucos atingem o estrelato e têm de enfrentar os problemas que a fama traz, numa cativante história sobre o dualidade entre as raízes familiares e a realização de sonhos pessoais.

          Ratatouille é um filme adulto infantilizado na roupagem 3D. Mais uma façanha do aclamado diretor de Os Incríveis, Brad Bird, que desta vez assina como um dos criadores da história. Com rostos desproporcionais e cores saturadas, a direção de fotografia se impõe superior à tradicional apelação aos recursos musicais, comuns em longas de animação.

          Simples, direto e moralista. Ratatouille é uma das surpresas do verão americano que não devem tornar-se franquia como Shrek, mas pode tornar-se referência entre os roedores, como Nemo o foi entre os peixes-palhaço-de-uma-barbatana-só.

“Você tem um rato de estimação?”

“Não”

“Já trabalhou com ratos em laboratório?”

“Não”

“Viu um rato recentemente?”

“Não, não e não!”

“E o que o rato tem a ver com você?”

“Comigo? Ratatouille! Que deve ser a mistura de rato com tatuí! Mas não sei como isso pode ser um grande prato…”