CineCrôica Recomenda        Atire o primeiro ingresso de cinema ao chão aquele que nunca teve um boneco que se transformava nos mais inusitados objetos, como carros, motos e até animais! Justamente com esse pensamento, Spielberg se uniu a Michael Bay para trazer às telas os tios dos Megazords, Transformers, clássico dos anos 80.

        A primeira aventura ‘cinematográfica’ vem de 1986,com o filme animado Transformers. Mais de vinte anos depois, graças às novas técnicas de CGI, os mutantes de outro planeta ganham vida e corpo terráqueo em frente aos nossos olhos, em um longa longuíssimo de 140 minutos. Certamente os fãs saíram satisfeitos das salas de cinema, o grande público pode se dividir.

        Um mundo governado por máquinas se divide em dois grandes grupos: Autobots (bonzinhos) e Decepticons (legais). A chave de força que poderia aniquilar o universo e mantinha o planeta deles vivo se perde no espaço. Onde será que ela seria encontrada?

        O filme gira em torno da busca por essa chave, a all-spark, pelos robôsTransformers vivos e a saga de Sam Witwicky, que detém o mapa do tesouro, herdado de seu avô. Na continuidade, os clássicos clichês: governo americano e seu serviço secreto, dramas familiares hilários e, obviamente, a garota dos sonhos de um adolescente nada popular.

        Durante a projeção de Transformers conferimos quase 90 minutos de puro humor desmedido, que leva o público às gargalhadas com as piadas mais simples que podemos imaginar, baseadas nos trejeitos dos personagens ligado a um show de efeitos visuais ricos em detalhes que garantem a realidade necessária à proposta.

        No entanto, como poderia se esperar, a preocupação exagerada com os efeitos visuais e a intensa valorização da pancadaria frenética comprometem a fotografia e o ritmo do clímax da obra, dificultando a visualização de muito do que acontece em tela, além de cansar diversos expectadores com infindáveis sequências de ação, mesmo erro de Homem-Aranha.

        Apesar do problema, a investida é acertada e coesa, a ponto de se limitar a poucos personagens da franquia e trabalhar apenas os protagonistas, de forma a aproximá-los do público que desconhece a história dos robôs ultracibernéticos. Com atuações competentes de blockbusters que não procuram prêmios, Transformers cumpre seu papel de entretenimento, ainda que a mensagem filosófica por trás de seu discurso seja quase imperceptível e pareça, por vezes, ingênuo em demasia.

     A empreitada rendeu grande bilheteria e os primeiros lugares à Dreamworks, apenas atrás de Harry Potter. Transformers se sagra como uma das maiores e mais bem recebidas produções do ano, com um humor simples, mas que não ofende a inteligência do público. Sucesso garantido.

 

E eles prenderam vocês por quê?”

 

Eu comprei um carro e de repente ele virou um robô alienígena!”

 

Uau”

 

Pois é… Quem diria?!”

 

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