CineCrtica - Regular         Foram 175 milhões de dólares de custo de produção, ou seja, uma média de 1,9 milhão de dólares por minuto de exibição de uma comédia pretensiosa, que conta com um bom elenco. O retorno? Em seu primeiro fim de semana de exibição, o filme arrecadou cerca de 32 milhões nos Estados Unidos. Alguém sente cheiro de pólvora? A bomba explodiu.

         Antecedido pelo loga ‘O Todo Poderoso’, Evan Almighty é uma tentativa deA Volta do Todo Poderoso fazer dinheiro fácil que provavelmente não saiu de acordo com os planos. O resultado não é ruim, mas o clima criado por Jim Carrey não é, nem de longe, igualado por Steve Carell. Evan Baxter foi responsável por inúmeras risadas no primeiro longa da série, mas não consegue repetir o feito quando a responsabilidade é apenas sua.

         Na segunda tarefa de Deus (Morgan Freeman), um homem deve construir uma arca, tal qual Noé e o escolhido é o ex-jornalista, agora político, Baxter. A empreitada atrapalha seus planos políticos e põe em xeque sua relação familiar.

         Uma comédia simples, que apela aos exageros para fazer sorrir. No fim das contas, é nos momentos menos pretensiosos que o sorriso é alcançado de forma mais eficiente. Deve-se ressaltar o bom trabalho da produção visual e dos efeitos especiais emplacados na trama de forma competente, mas o roteiro fraco e sem grandes extensões ofuscam até a presença da eterna Gilmore Girl, Lauren Graham. Uma comédia para todos os que não tem algo melhor para assistir, ainda que não seja uma total perda de tempo.

Posso ajudá-lo?”

Sou eu!”

Por que você soa como o Evan, mas parece um Bee Gee?”