CineCrôica - Regular         Afirmar que Blades of Glory é um conjunto de cenas trash em seqüências forçadas e, por vezes, de mal gosto seria um tanto quanto supérfluo e não representaria a realidade da nova produção da MTV. Escorregando para a Glória tem como diferencial ser voluntariamente ruim para tentar ser bom, o que acaba conseguindo.

escorregandoparagloria.jpg          A intensa disputa entre Chad Michael Michaels (Will Ferell) e Jim MacElroy (Jon Heder) pelo primeiro lugar no pódio da competição de patinação artística resulta na expulsão de ambos da competição. Então, estrelas decadentes, anos depois resolvem unir forças e competir novamente em uma nova modalidade que exige que os dois deixem seus problemas de lado.

           A velha dupla de cavalo sexual e idiota resignado se mantém, assim como as tradicionais incontinuidades que lembram desenhos animados dos anos 80. A atuação estável de Will Ferell é praticamente igual a todas as outras que demonstrou em seus últimos longas e o personagem só difere no nome e profissão.

          Unindo o trash aos efeitos especiais, Escorregando para a Glória leva a audiência às gargalhadas e ofende a inteligência de seu público justamente por isso, sem, no entanto utilizar-se de visuais apelativos ao sexo de forma explícita, como é comum. Diversão certa quando não se tem nada em que pensar e tempo para matar. Gargalhadas garantidas.

“Eles desonraram nosso esporte”

“Como se patinação artística já não fosse gay o suficiente”

“Michaels quem?”

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