CineCrôica Recomenda         Não se pode dizer muita coisa sobre O Ultimato Bourne dada a sua complexa teia de enigmas que só funcionam caso o espectador seja surpreendido pelas artimanhas apresentadas. Cento e vinte e cinco milhões de dólares e dois filmes depois, Jason Bourne finalmente encontra uma história com desfecho conclusivo de sua saga.

         Matt Damon supera o vexame de Treze e Homens e Um Novo Segredo e encarna Bourne com seriedade e com o respeito que não víamos desde os antigos Die Hards, com a diferença ultimato-bourne.jpgser tão engenhoso quanto o personagem de Cruise nas Missões Possíveis!

         No terceiro episódio da trama, Jason Bourne volta atrás de vingança e respostas. Ao mesmo tempo, é caçado por ser considerado o autor do vazamento de informações sigilosas do sistema de inteligência americano. No seu encalço, mais uma vez, Pamela Landy (Joan Allen). Ao seu lado, mais uma vez, Nicky Parsons (Julia Stiles).

         O Ultimato Bourne é um filme pretensioso, mas comedido, que resulta em uma bela obra que consegue utilizar em seu favor até os silêncios mais incômodos de sua seqüência. Utilizando-se de efeitos visuais simples do estilo câmera na mão, o diretor Paul Greengrass consegue amenizar os excessos e valorizar os detalhes, tornando a trama quase real.

         A fotografia de Oliver Wood não promove um espetáculo à parte, mas certamente causa angústia à audiência, num bom sentido, envolvendo-a na esfera de ansiedade e frieza que o universo Bourne requer. Definitivamente O Ultimato Bourne chega às telas como o menos chamativo, porém mais competente, terceiro episódio do ano. 

“Por que você está me ajudando?”

“Você realmente não lembra de nada?”

“Não.”

“Nem de mim?”

“Deveria?”

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