CineCrôica - Regular          Licença para casar chega às telas de cinema como mais uma comédia romântica de fórmula fácil que cai nas graças do povo por conta do carisma de algum dos atores envolvidos. No caso, Robin Williams é o responsável pela popularização do longa de apenas 90 minutos, que leva ao máximo as considerações que precedem o casamento de dois jovens.

          Ben Murphy (John Krasinski) e Sadie Jones (Mandy Moore) se coLicença Para Casarnheceram por acaso e começaram a namorar, moraram juntos e finalmente decidem se casar. Para manter a tradição da família dela, ambos devem submeter-se a um curso ministrado pelo reverendo Frank (Williams) para terem o direito a se casar, na igreja eleita ‘familiar’, em apenas três semanas.

          Williams leva o filme nas costas, com exagero, inclusive. Uma série interminável de clichês que só não pecam em maior proporção por não apelar para a temática infantilizada ou casta do tema. Os risos acontecem, de fato, mas não conseguem se manter por muito tempo a ponto de cativar uma audiência mais exigente.

           A problemática é visível a partir do momento em que as primeiras cenas cômicas são totalmente baseadas na velha reação causa x conseqüência de um homem desastrado que machuca a si e aos outros em sua volta, como em todo filme de comédia simples.

          A velha fórmula de amor interminável que passa por provações que podem pôr fim ao relacionamento quase perfeito é mais uma vez utilizada, e o desfecho, mais uma vez previsível, claro. Para apreciadores do gênero.

“O primeiro beijo… Aí então decidem morar juntos, até que um dia, finalmente, decidem dar o ‘grande passo’. E tudo pode ir por água abaixo. Um desastre! É aí que eu entro. Minha função é garantir que o casamento dê certo. Que seja um sucesso!”