CineCrôica Recomenda           Orçamentos estratosféricos estão ficando cada vez mais comuns em produções ainda mais comuns. Em a Hora do Rush 3 não foi diferente. Foram 140 milhões de dólares empregados em pouco mais de 90 minutos de produção, ou seja, quase um milhão e meio de dólares por minuto rodado!

           Apesar de toda a campanha de marketing que envolveu o filme e aos já carismáticos atores Jackie Chan e Chris Tucker, não dá para entender com propriedade onde foi empregado todo o montante disponibilizado pela Warner para produzir a terceira aventura da dupla mais atrapalhada do cinema.A Hora do Rush 3Em Rush Hour 3 não existe exageros em efeitos visuais ou especiais, muito menos vemos milhares de carros sendo explodidos etc. Para se ter uma noção, o orçamento do filme ficou pouco abaixo do mais recente capítulo de Harry Potter e superou o fim da trilogia de X-Men (por sinal, com o mesmo diretor).

           No longa, o embaixador Han (Tzi Ma) sofre um atentado ao tentar revelar nomes da lista Shy Shen (maiores traficantes da China) e Lee descobre que o autor teria sido seu irmão. Para salvar a família do embaixador e punir os responsáveis, Carter e Lee viajam à França e tentam proteger a fonte secreta do embaixador.

           Não existe grande primor técnico relevante em A Hora do Rush 3, mas vale ressaltar que o filme tornou-se uma obra que investe mais na comédia do que na ação. Prova disso é o fato evidente que Tucker rouba a cena durante todo o filme, deixando o protagonista Chan como coadjuvante. As piadas são resultado de investidas pré-moldadas, de riso pronto, mas agradam a audiência em geral. Entretenimento certo e passageiro.

“Onde está a lista Shy Shen?”

“Eu sou a lista Shy Shen (tirando a peruca)”

“Ai, meu Deus, é um homem!”

“Eu não sou homem!”

“Lee, apalpa lá em baixo e se tiver uma coisinha a mais me avisa que eu vou descer o pau nesse safado!”

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