CineCrôica - Regular          Ainda que seja uma obra apresentada em língua inglesa, Os Mensageiros é um filme que traz a impressão completa de seus diretores, os irmãos Pang. Assim sendo, o que podemos conferir é uma sequência semelhante aos já clássicos Chamados e Gritos que se tornaram comuns no cinema internacional, com um pouco mais de sobriedade e um pouco menos de detalhe aterrorizantes dispensáveis.

          Mais uma vez, pessoas se mudam para uma casa onde houve assassinatos e que, por isso, se encontra assombrada. Como pano de fundo, mais uma vez, vemos uma família desestabilizada por conta do gênio de uma adolescente e sua difícil relação com os pais e, de quebra, mais uma vez, vemos estranhos prestativos dos quais desconfiamos desde o início.mensageiros1.jpg

          É certo que o trabalho de assombração de Os Mensageiros é mais comedido que em outras obras, ainda que os traços dos ‘seres do além’ permaneçam na mesma estética oriental que consagrou Samara e cia e os males causados (queimaduras) também sejam repetitivos. A diferença, porém, está na dosagem aplicada. Enquanto em seus similares, até dentes saiam de uma cabeça durante um banho, os Pang optam por esconder o máximo que podem para causar a sensação de horror pretendida, o que se mostra interessante para o resultado final.

          Sem grandes sustos bem trabalhados, a edição de som de Os Mensageiros repete o velho silêncio-explosão sonora como forma de surpreender a audiência, que muitas vezes já espera tais momentos. A edição acompanha o trabalho do som, focalizando e abrindo com violência pequenos detalhes repentinamente, de forma a impressionar e assustar.

          De certa forma agradável, Os Mensageiros não deve decepcionar os fãs do gênero, ainda que desaponte aqueles que buscam por bons sustos em um fim de semana diferenciado.

“Você ouviu isso? Eu sei que ouviu. Só nós conseguimos ouvir isso… Me mostra Ben. Diz onde eles estão”

“… (apontando)”