CineCrôica - Regular
           A Última Legião tenta contar a história por trás da lenda do Rei Arthur, eternizado por conta da espada Escalibur, de poderes míticos. Arthur e Merlin por certo já fizeram parte das histórias contadas a praticamente todas as crianças do Ocidente, que, até então, não questionavam a origem da espada, a respeito de uma pretensa ‘lenda por trás da lenda’.
           Ainda assim, essa é a prerrogativa de The Last Legion. O filme tenta embasar a lenda do que viria a ser o Rei Arthur com as aventuras de seu pai, Ultima LegiãoRômulo, coroado imperador de Roma aos doze anos em 476 a.c. que assistiu à derrocada do Império Romano frente à invasão dos godos que o destituíram.
A partir daí se desenvolve a velha fórmula de ‘nobre guerreiro leal + mulher guerreira ou feiticeira que ajuda + mago idoso professor + busca por um objetivo comum = grande guerra no final”.
           Surpreendentemente desprovido de grandes pontes cômicas, A Última Legião consegue se desenvolver bem ao longo de seus 110 minutos, prendendo a atenção e chocando com agressividade controlada quando necessário. A direção de Doug Lefler optou por fazer o velho bom, sem trazer inovações ou abusar das firulas visuais.
Não é por acaso que vemos cenas com sinais de Déja Vu, uma vez que O Senhor dos Anéis e Piratos do Caribe, por certo influenciaram a concepção artística escolhida para a produção de The Last Legion. Também não é por acaso que temos a impressão de Aishwarya Rai roubar a cena sempre que aparece.
           Talvez por dificuldade de concluir o desfecho do longa, o final apresentado beira o tosco e o clichê, ainda que possa ser encarado com um pouco mais de bom humor. Se a Última Legião não impressiona, também não decepciona e acaba entretendo mais com sua produção de 67 milhões de dólares do que muitos outros em cartaz que tem pouco a oferecer.

“Eu sou o comandante da principal tropa do império romano, me diga, menino: Você mentiria para mim?”
“Não, eu não mentiria para o senhor!”
“Então volte em dez anos e o farei um lutador”