CineCr�tica - Regular              Mais um filme sobre a amizade masculina e sobre adolescentes transbordando em hormônios, Superbad – É Hoje é, literalmente, uma comédia barata (20 milhões de dólares). A empreitada é assinada pela Columbia, que apostou no carisma nerd para atrair espectadores.
Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) são amigos inseparáveis que estão no último ano do colegial (sempre ele) e são aceitos em universidades diferentes e devem aprender a lidar com a realidade de sua separação. Obviamente, no último ano do colegial a maior preocupação não é com as notas, mas com sexo. E isso aflige Seth de forma assustadora. O gordinho, que era obcecado pelo desenho fálico quando garoto, se vê aos 18 anos desesperado para se dar bem com alguém antes de ir para a faculdade como virgem (pelo visto, maior pesadelo dos americanos).
Enquanto isso, o seu melhor amigo Evan é romântico, respeitador e extremamente cauteloso (para não dizer otário, mesmo) que deseja ir devagar (quase parando) com uma garota de sua escola que praticamente se joga em cima do mesmo.
A odisséia dos dois amigos começa a partir do momento em que o objeto de desejo dos dois (suas respectivas ‘caças’) esperam que eles levem bebidas para a última festa do ano e, como sempre, ambos apelam para as geniais idéias de carteiras de identidade falsas para impressionar as garotas e acabam topando com alguns loucsuperbad.jpgos no caminho.
É impossível ficar indiferente à sensação de flashback que acomete a audiência após os primeiros minutos de exibição: É American Pie com atores mais jovens, mais feios e menos talentosos misturado com Um Adolescente Em Apuros sem nenhuma Jennifer Love Hewitt para roubar a cena!
Ainda que não sejam originais, algumas piadas do filme funcionam e provocam gargalhada geral. O grande problema da construção da obra é a intensa repetição de mesmas situações do início ao fim do longa, que fazem com que uma boa piada perca a graça em pouco tempo.
A obra segue a linha de raciocínio preferida de seu principal produtor, Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos), talvez por isso os atores se portem de forma tão exageradamente caricaturais de forma a provocar risadas, mas também cansar. O roteiro de Superbad começou a ser escrito por Seth Rogen e Evan Goldberg quando os mesmos tinham 13 anos de idade! Talvez por isso o resultado não tenha saído tão polido, uma vez que parece mesmo que pré-adolescentes escreveriam um filme como Superbad, com o clichê máximo de batizar os protagonistas com seus próprios nomes.
Ainda assim, a obra não permite que um espectador passe 1h40 minutos de exibição sem emitir ao menos uma risada, nem que seja com os quase 200 ‘fucks’ ditos no filme (quase dois por minuto).

“Sabe quando a garota acorda e diz ‘Ai, eu bebi demais e dormi com esse cara’?”
“…”
“Nós podemos ser ‘esse cara’!”