CineCrtica - Regular         Convenhamos, estão enlouquecendo todos os personagens possíveis para tentar galgar alguma bilheteria se desfazendo dos moldes clássicos de desenhos bonitinhos que apelam para as músicas para impressionar criancinhas do mundo inteiro. Happilly Never After é um desses.
         Deu a Louca na Cinderela narra a história da madrasta de Cinderela que toma o cajado mágico do diretor supremo dos contos de fadas, enquanto o mesmo está de férias e seus capachos pesquenos assumem seu lugar. Agora, como todo o poder em suas mãos, começa a intervir nos finais felizes de todas as histórias, dando aos vilões a chance de vencerem no final para variar.deualoucanacinderela.jpg
         Já enlouqueceram Hollywood, a Chapeuzinho, agora a Cinderela, talvez tenhamos Deu a Louca nos Pokémons muito em breve. O filme conta com as vozes de astros do cinepop americano como Sarah Michelle Gellar e Freddie Prince Jr. e com belas animações, distorcidas em boas medidas para garantir a ênfase nas personalidades dos personagens apresentados. Porém, o roteiro sem reviravoltas e os personagens sem carisma acabam não envolvendo o espectador e provocando risos abaixo da média desse tipo de obra.
         A proposta, que é a de juntar diversos personagens clássicos em uma única oportunidade, é irônica à medida que alguns dos personagens são cópias práticas de personagens contemporâneos (como o príncipe, em relação ao memorável Johnny Bravo).
Apesar de não ser uma obra-prima, Deu a Louca na Cinderela é uma diversão interessante para crianças.

“Uma sapo!”
“Vai, beija ele, de repente ele vira o príncipe!”