CineCrtica Recomenda           O primeiro longa-metragem de Johnny Araújo chega às telas de cinema com, no mínimo, estilo. O projeto, derivada da idéia do líder da banda Charlie Brown Jr, Chorão, conta com Paulo Vilhena como protagonista da história do Magnata, playboy que herdou a fortuna do pai e passa os dias divididos em desperdiçar a vida subjulgando as leis e dedicando-se ao rock underground urbano.
           O projeto é bem marcado e possui um ritmo constante que envolve os espectadores desde o primeiro momento. As imagens que apostam em grandes cenários e closes em vez de utilizar técnicas de câmera na mão contribuem para que o tom do filme seja bem definido, ainda que os diálogos ouvidos transitem entre o cru natural e o plasticamente magnata.jpgforçado.
           Desenvolvido pela Miramar e distribuído pela Buena Vista, o filme demonstra sinais claros de abuso da estética mais alternativa, fazendo-se valer da popularidade de seus componentes (em especial criador) para alçar vôos maiores e mais significativos no imaginário nacional e, claro, nas bilheterias.
           A história do Magnata não é original: Garoto desviado rouba carro, parceiro é preso, conhece garota nova no pedaço, que é amiga de outra que é apaixonada por ele. Garoto conhece garota, se interessa, começa a mudar e seu passado o condena, envolvendo-a na prestação de contas, que, óbvio, é o ápice da trama.
           O Magnata não se propõe a muito, deixando de lado a pretensão esperada por estrelas da música que comandam um projeto do gênero usando a imagem de um ator global, por isso, acaba trabalhando com uma maior competência e sobriedade, produzindo um produto bem acabado e agradável, ainda que não inovador.
           O filme é um produto que se junta à nova boa safra do cinema nacional de entretenimento puro e simples, do gênero que faz passar uma tarde de forma agradável, ainda que não mude sua visão de mundo. Diversão certa.

“Seus olhos… Dizem tudo!”
“E o que eles te dizem? Te dizem que eu sou um cara bacana, interessante, bom de cama?”

Se (não) gostou, diz, Mano…