CineCrtica - Regular           Um dos filmes com o marketing melhor trabalhado do ano se apresenta, também, como uma das maiores decepções cinematográficas. 30 dias de noite instigou, mostrou menos do que era necessário e insinuou em seus traillers, que chegaram aos cinemas meses antes da estréia do longa. O resultado veio à jato, com o topo das bilheterias americanas no primeiro fim de semana de exibição e a euforia de milhões de curiosos em todo o mundo.30diasdenoite.jpg
           Contando a história da invasão de um grupo de vampiros-zumbis em um vilarejo do Alasca, onde a noite dura 30 dias, o filme trata apenas da tentativa de sobrevivência das vítimas nativas, sem se preocupar em desenvolver contextos, explicações ou subtramas. No plano de fundo encontramos uma suposta história de amor que impulsiona os protagonistas, sem, no entanto, instigar o público a torcer pelas resoluções de ambos.
           O retorno do pífio investimento de 32 milhões de dólares agradou os cofres Columbia,  mas gerou desconforto em boa parte da audiência que levou aos cinemas. Com tomadas distantes e panorâmicas que mostram um genocídio na neve, provocado por seres com maquiagens de gosto duvidável e perguntas não respondidas mesmo após o término do longa, 30 days of night cai no clássico, no redundante e no clichê, com direito, inclusive, a unhas arranhando vinis tocados em vitrolas!
           O nome do diretor de Homem-Aranha 3, Sam Raimi, como um dos produtores, e a presença de Josh Hartnett no elenco, atribuem credibilidade à obra, ainda que não influencie o produto final, sob a assinatura de David Slate. 30 dias de noite gerou ainda uma série de tv, Blood Trails, recomendada para fãs do gênero.

“Esse frio não vem da nevasca. É a morte chegando!”

Comente Aqui