CineCrôica - Regular           O retorno de Seinfeld por certo agradou mais às críticas que aos fãs. Em Bee Movie, o astro da sitcom que leva seu nome deixa de lado o sarcasmo bem vindo para cair nas armadilhas das piadas prontas, com a desculpa de se tratar de um filme infantil.
O apelo à imagem do ator é sensível desde a concepção do projeto, que apenas era conhecido por seu título e por quem interpretaria o protagonista, sem enredo ou conceito, afinal, quem precisa de história quando se tem Seinfeld, Dreamworks e alguns milhões em jogo para se produzir um filme?
           Bee Movie – A história de uma beemovie.jpgabelha conta a saga de Barry Benson, que ao se formar no ‘colegial’ deve escolher onde irá trabalhar pelo resto de sua curta vida. Decepcionado com a idéia de se submeter a um mesmo tipo de trabalho, a abelha decide conhecer o mundo fora da colméia, claro, se relacionando com humanos e criticando o capitalismo selvagem!
           O filme conta com ainda mais nomes consagrados como Renée Zellweger ou Oprah Winfrey, para garantir a bilheteria em solo americano. Tecnicamente, a obra impressiona. Menos por seus personagens deformados e caricatos e mais pela riqueza de detalhes do universo proposto pelos diretores Steve Hickner e Simon Smith, em especial dentro da colméia.
           Um ponto positivo da obra está na falta de tentativa de apelo às músicas, o que é comum no gênero animação, além da falta de referências sexuais mais claras, apesar dos trejeitos de certos personagens, o que valida a produção para o público infantil. Por outro lado, Bee Movie sofre de falta de conteúdo trabalhado, transmitindo a sensação que o projeto nasceu e se mostrou como uma forma de colocar diversos astros em animação, apenas, sem o intuito de criar uma história com bases sólidas para o entretenimento, o que pode ser percebido no ‘desfecho judicial’ da obra, que serve de ponto final em um período ainda incompleto.
           Ademais, o projeto se solidifica como um produto de magnitude promovida pelo marketing furioso da Dreamworks, sem, de fato, tornar-se referência como Procurando Nemo ou Os Incríveis.

“Nunca mais vão trabalhar em outro lugar ou fazer outra coisa!”
“Vão nos matar de trabalhar?’
“Nós vamos tentar!”

Não acha? Então deixe aqui seu ‘zumbido’!