CineCrtica Recomenda       Os esquilos cantores do imaginário de Ross Bagdasarian que conquistaram os Estados Unidos na década de 60 voltam com a força pop da música contemporânea unida diretamente à animação que os atribuem ‘realidade’. Alvin e os Esquilos é um projeto audacioso da Fox Film que investe pesado na comédia simples e na musicalidade para atrair grandes público, em especial, crianças.
       A obra de Tom Hill não é necessariamente traduzida em bilheterias, umalvin.jpga vez que boa parte do marketing que envolveu a concepção do filme foi ‘idiotizado’ e infantilizado, de forma a conferir-lhe um teor meio trash que não corresponde à realidade apresentada nas salas de exibição de todo o país. A história é supostamente estrelada por Jason Lee, no papel de David Seville, mas na realidade são as próprias animações que se apresentam e se mostram a  todo o tempo, transformando o protagonista da história em um coadjuvante bobo.
       Sob a assinatura de Tom Vitti, o roteiro apresenta a idéia de três irmãos esquilos que são transportados em uma árvore de natal natural para um grande prédio e ‘pegam carona’ com um fracassado compositor prestes a desistir de sua carreira. Obviamente, os esquilos fazem amizade com o mesmo, tendo arruinado sua casa, claro, e (!) o ajudam quando demonstram saber cantar, dançar, sapatear, interpretar e coreografar! A partir daí, o clássico “sucesso meteórico + distância do amigo + empresário ardiloso + reconciliação no final = entretenimento certo”. Ainda que aposte no clichê, Alvin e os Esquilos conseguem cativar a audiência, de forma a simplesmente encantar com o modo de contar a história, ainda que, esta, já seja conhecida.
       Com efeitos especiais interessantes, especialmente em cenas de contra-luz ou escuridão, o filme convence, especialmente pela atuação de todos os presentes em tela em contracenar com ‘seres invisíveis’ e darem conta do recado quanto ao posicionamento de olhares e mãos. O resultado é demonstrado na aceitação do público, que colocaram o filme na semana de estréia em #2 e #3 nos Estados Unidos e no Brasil, respectivamente.

“Que bom que você cresceu. Mudou. Fico muito feliz. Posso ver que as coisas serão diferentes agora.”
“Serão sim.”
“Mas me diga o que anda ocupando sua cabeça… O que está havendo?”
“Você não vai acreditar, mas…”
“…”
“…”
“Esquilos? Você não mudou nada! Continua…”
“Espera! Não, volta aqui! É verdade e…”