CineCrtica - Regular          Os Seis Signos da Luz é a prova viva de como uma boa idéia pode ser mal-executada (ou apressadamente executada) e resultar em uma obra aquém de seu potencial. The Seeker: The Dark Is Rising é baseado no romance homônimo de Susan Cooper e foi uma das apostas da Fox para o fim de ano (no caso do Brasil, para o mês de férias).
          Will Stanton (Alexander Ludwig) é um jovem comum, tímido, que se vê theseeker.jpgperseguido por estranhas criaturas após comprar um simples presente em um shopping. A partir daí, lhe é revelado que o presente representa um dos seis signos que guardam o poder da luz, desenvolvidos por seus antepassados, para enfrentar o ‘mal’ (escuridão). Para ter uma chance contra os perigos que estão por vir, desenvolver poderes e manobrar o tempo, Stanton deve reunir os signos em poucos dias, contanto com a ajuda de anciãos que auxiliam em sua busca.
          A idéia é boa e nada demais se espera das atuações apresentadas. Tecnicamente, o filme é interessante, com uma composição respeitável de efeitos visuais e, em especial, uma fotografia experimental prazerosa, com direito a planos inclinados e tomadas rentes ao chão, que transmitem com competência o clima de temor e perseguição pretendido, além da utilização quase simbólica da luz em diversos trechos, elevando o charme do conjunto. 
          O grande furo do filme está no próprio roteiro, que infantiliza ao máximo as ações do protagonista e investe nos perigo e desafio ‘rápido e fácil’, sem causar impacto real na audiência ou mesmo gerar a velha tensão do “será que ele consegue” no público que o acompanha, de forma a agradar as crianças presente pela idéia “eu conseguiria fazer igual”, mas causando certa sonolência nos adultos menos compreensivos. Recomendado para crianças.

“Como vocês esperam que eu salve o mundo se eu nem sei como falar com uma garota?”