CineCrtica - Regular           Se os mais otimistas enxergam um significativo avanço da cinematografia nacional que anda se desvincilhando dos temas sexo e violência nas telas, com Sexo com Amor? sentirão a velha sensação de atraso novamente, ao menos no quesito sexual. Ainda que de forma bem-humorada e, por certo, divertida, a abordagem do filme de estréia no cinema do veterano Wolf Maia banaliza o sexo e propõe situações clichês de cunho desesperadoramente simplistas. Resultado: sucesso à vista.
           Não apenas o tema é de interesse público, mas o apelo de um elenco de globais totalmente gabaritados e um sexocomamor.jpgtrabalho de marketing pífio e apelativo devem atrair centenas de milhares de brasileiros ao cinemas, poucos dos quais teriam algo melhor a fazer durante a uma hora e meia de exibição…
           A história é simples. Um escritor famoso (José Wilker) trai sua mulher ‘chique’ (Marília Gabriela) com a professora de seu filho (Carolina Dickman), que vive confusa por namorar um artista que a ama, um homem da classe média (Eri Johnson), bem no ‘estilo morro’, sofre com a frigidez de sua esposa e com a tortura psicológica-sexual de sua recém-chegada sobrinha e um mulherengo (Reynaldo Gianechinni) inveterado se vê traído por sua mulher grávida (Malu Mader).
           O filme faz bem seu papel de apelar ao ridículo de situações cotidianas e comentários venenosos, divertindo as mais variadas audiências. Apesar de seu teor de entretenimento certo, o filme sofre com sua curta duração e com o ápice que liga todos os personagens no campo dos mais forçados que poderiam existir, provocando inconsistência à obra e, mais relevante, não comunicando ‘moral de história’ alguma. O trabalho acaba ficando mais interessante por ver talentos como Wilker em papéis antes inimagináveis e divertir-se com seu modo trash de encarar o desafio ou Gianechinni, que apenas reforça a certeza de tantos que, como ator, é um belo modelo…

“Pai, o que é masturabação?”

“Masturbação, filho… É…”

[…]

“Ah, então é que nem punheta, mas com outro nome!”

Se discorda, diz porque…